O vereador Marcos Papa (Cidadania) quer saber da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) quais critérios foram utilizados na vacinação dos profissionais de Saúde contra a Covid-19. O novo questionamento deve-se as falhas constatadas durante a vacinação dos autônomos da Saúde, ao número de profissionais que ainda não foram imunizados e aos inúmeros questionamentos que o vereador tem recebido da população.

No requerimento, datado de 9 de fevereiro, Papa também questiona a Secretaria se foi solicitado comprovação de atuação atual de trabalho ou se os profissionais se vacinaram apenas com carteira profissional. O vereador também questionou se haverá mudança de critério e logística nas próximas vacinações de profissionais de Saúde.

Em reunião remota com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na manhã desta sexta-feira, 19 de fevereiro, o prefeito Duarte Nogueira, que é membro da Comissão da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), disse que faltam 10 mil doses da vacina para Ribeirão Preto completar a imunização dos profissionais de Saúde. O município tem atualmente cerca de 32 mil trabalhadores no grupo prioritário. Já se vacinaram 22.040 profissionais da Saúde – além de 5,2 mil idosos com mais de 85 anos.

Papa e Sandro Scarpelini durante reunião no dia 6 de janeiro

Ainda no requerimento, o vereador Marcos Papa ressaltou que o TCE (Tribunal de Contas do Estado) notificou o Governo do Estado sobre critérios adotados para distribuição da CoronaVac no Estado. O questionamento ocorreu no final do mês de janeiro, após mobilização do Ministério Público de São Paulo e de a imprensa divulgar casos de pessoas que tomaram o imunizante mesmo não sendo do grupo prioritário.

Além do número de doses distribuídas para cada município/unidade do Estado de São Paulo, o TCE questionou quais medidas foram adotadas para impedir o desvio de doses. O Estado também foi indagado sobre a manutenção do cronograma divulgado. Por fim, o Tribunal solicitou relação com todos os hospitais que receberam o imunizante.

Papa e Sandro Scarpelini se reuniram no dia 6 de janeiro

Em reunião com o secretário de Saúde, Sandro Scarpelini, no dia 6 de janeiro, Papa questionou os critérios que seriam adotados e cobrou transparência na campanha de vacinação. Em resposta, no dia 7, o Devas (Departamento de Vigilância em Saúde), por meio da Divisão de Vigilância Epidemiológica, afirmou que o Ministério da Saúde estava elaborando documentos técnicos da campanha de vacinação e que não havia como afirmar quem seriam os trabalhadores da Saúde contemplados na primeira fase.

A vacinação em Ribeirão começou em 19 de janeiro com uma cerimônia simbólica que reuniu autoridades do Estado. Os profissionais que atuam nos hospitais e nas unidades de Saúde foram vacinados, nos dias seguintes, em seus locais de trabalho – sem dificuldades ou transtornos. As falhas ocorreram nos dias 3, 4 e 5 de fevereiro. A vacinação dos autônomos foi marcada por longas filas – até cinco horas no sol quente. Muitos profissionais passaram madrugada na calçada aguardando.

Após duras críticas feitas por Marcos Papa, a Prefeitura ampliou os pontos de imunização e estabeleceu agendamento obrigatório para vacinação dos idosos.

Os agendamentos podem ser feitos pela internet ( www.ribeiraopreto.sp.gov.br ) ou por telefone, no Disque Covid (16 3977-9441 ou 3977-9442 ).

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