Crédito da imagem: Blog Domingos Lourenço

Por unanimidade, a Câmara de Ribeirão Preto aprovou, na sessão de terça-feira (10), um projeto de Lei, de autoria do vereador Marcos Papa (Rede), que institui no calendário oficial de eventos do município a Semana de Sensibilização à Perda Gestacional e Neonatal. A sensibilização será realizada anualmente na semana correspondente ao dia 15 de outubro. Em sua fala na tribuna, Marcos Papa ressaltou a importância de uma atenção especial por parte do Poder Público e elogiou o trabalho de grupos de estudos e de apoio.

“Cada um tem uma estrutura emocional e trata de um modo. Entretanto, o Poder Público tem que se preparar para atender melhor quando há perda gestacional e neonatal. Dependendo da forma como Poder Público tratar isso, instruindo as maternidades, tendo uma política pública de orientação por equipes multidisciplinares, podemos fazer com que esse impacto, esse trauma, seja mitigado”, ressaltou o parlamentar, que no dia 4 de dezembro promoveu uma audiência pública na Câmara para discutir legislações municipais relacionadas a Humanização do Parto.

Marcos Papa ainda acrescentou: “Nós, enquanto indivíduos, temos que nos preparar para isso. E é louvável os grupos que existem tratando desse assunto. Pessoas que passaram por isso e superaram ou amenizaram essa dor se envolvendo com trabalho, criando grupos de estudos e de apoio para esse momento. Foi fruto desses grupos que esse projeto surgiu e agora ganha espaço no Parlamento para que o Poder Público se prepare para ter um tratamento adequado, quebrando tabu, falando do assunto e preparando as maternidades para tratar desse assunto de tamanha importância”.

O objetivo do projeto de Lei, que agora segue para sanção do Executivo, é dar visibilidade à problemática da perda gestacional e neonatal, lutar por respeito ao luto de mães e pais que passam por essa experiência, contribuir com a sensibilização do tema disseminando informações, quebrando o silêncio e diminuindo o tabu, dignificar o sofrimento e dar voz às famílias e promover a humanização do atendimento nos serviços de saúde que atendem os casos de perda gestacional e neonatal.

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