A Prefeitura precisa parar de enganar a população e mostrar: há desequilíbrio? O Consórcio PróUrbano vive dizendo que sim, que está na eminência de um colapso. A população está sofrendo com ônibus lotados e serviço ruim, e a Prefeitura não faz nada!”.

A declaração é do vereador Marcos Papa, crítico ferrenho do sistema de transporte público de Ribeirão Preto, e refere-se ao pedido de subsídio de R$ 7,8 milhões feito pelo Consórcio PróUrbano à Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio de uma ação judicial.

Pedir dinheiro qualquer um pede. A pandemia realmente está trazendo problemas para as empresas, mas mais do nunca, a Prefeitura precisa vir a público mostrar os estudos: há equilíbrio econômico financeiro ou não há? O Consórcio cumpriu os investimentos que o contrato manda ou não? Eu entendo que não!”, frisou em entrevista à TV Clube.

Na ação judicial, o PróUrbano pede também que a Transerp interceda junto ao Daerp para que sejam suspensas as cobranças de água do Consórcio, referente ao consumo nos terminais e estações, até o final da pandemia – solicita, inclusive, que seja suspensa a conta atual de R$ 15 mil referente ao consumo do último mês.  

Desde abril, Papa briga na Justiça para acabar com as aglomerações no transporte público de Ribeirão Preto. Após Papa provocar o Ministério Público, a Promotoria ingressou com uma ação civil pública na Justiça e, em Ribeirão Preto, obteve liminar pelo retorno de 100% da frota em circulação. Porém, a Prefeitura recorreu e o TJ-SP (Tribunal de Justiça) atacou argumento de que o aumento de ônibus em circulação incentivaria mais pessoas nas ruas – permitindo que somente 63% da frota circule.

Papa discorda do Tribunal de Justiça por considerar que só está utilizando o transporte público em meio a pandemia quem realmente precisa do sistema para trabalhar ou se deslocar e que o número reduzido de ônibus em circulação só resulta em aglomerações diárias em diversas linhas principalmente em horários de pico.

O vereador tem municiado o Ministério Público Estadual e o Ministério Público do Trabalho, respectivamente, sobre as denúncias de aglomerações nos ônibus e de descaso e até assédio moral envolvendo os próprios motoristas do PróUrbano.

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