Segundo vereador mais votado da atual legislatura, Marcos Papa (Rede) defende qualidade e não quantidade no Legislativo. Apesar de a Constituição Federal prever que uma cidade do porte de Ribeirão Preto tenha até 27 cadeiras, Papa votou para que a Câmara tivesse 23 vereadores na próxima legislatura (2021-2024).

A sessão extraordinária para votação de uma emenda à Lei Orgânica do Município, de autoria do vereador Boni (Rede), ocorreu na última terça-feira, dia 3 de setembro. O autor da proposta apresentou estudos que demonstram que mesmo com o aumento de 22 para 27 cadeiras na última eleição municipal, houve economia na Câmara mesmo com o quadro maior. Ainda assim, o plenário votou contra a proposta mantendo as atuais 22 cadeiras.

Em seu discurso na tribuna, Marcos Papa, que está em seu segundo mandato de vereador, enfatizou se preocupar com a qualidade dos trabalhos na Câmara e elencou importantes feitos dos seus mandatos, como a paralisação da fraudada PPP do Lixo feita pela administração da ex-prefeita Dárcy Vera, que poderia chegar a R$ 4 bilhões e a paralisação das obras do PAC da Mobilidade, cuja licitação estava sendo realizada também pelo governo anterior de forma direcionada e superfaturada.

Papa também citou que a primeira CPI do Transporte apontou que 22 cláusulas do contrato do transporte público estavam sendo descumpridas pela concessionária e/ou Prefeitura/Transerp. Na época, Papa foi relator da Comissão Parlamentar de Inquérito.

“Prestei bastante atenção na apresentação de todos e vi que todos de alguma forma disseram coisas pertinentes. Não vejo nada de mal em nenhum dos posicionamentos, é uma crença, cada um tem um voto, cada um escuta a sua base. O fato é que o mais importa é o conteúdo do mandato”, afirmou o segundo vereador mais votado.

Papa ainda acrescentou: “27, 25, 23, 22? Qual é o conteúdo do mandato? Quem são os assessores? Que trabalhos esses assessores estão abraçando em benefício da cidade? Qual a produção do mandato? É isso que a população de Ribeirão Preto precisa ficar atenta e acompanha de perto o que o parlamentar faz”.

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