Em comemoração a Semana do Meio Ambiente, o vereador Marcos Papa (Rede) apresentou o Programa “Ribeirão -3° graus”, nesta terça-feira (4), na Câmara de Ribeirão Preto. A proposta é unir ONGs, empresas, comunidade acadêmica, poder público e a sociedade civil para tornar a área urbana 30% mais verde até 2030.

“Será uma grande colaboração para o meio ambiente em que vivemos melhorando o microclima e a qualidade de vida na nossa cidade. Podemos resolver vários problemas de uma só vez, de inundações e ilhas de calor à poluição do ar e saúde pública”, frisou Marcos Papa, que é presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Câmara de Ribeirão Preto.

A apresentação do programa reuniu representantes de entidades, como Mutirão da Lagoa do Saibro, Associação Cultural e Ecológica Pau Brasil, Instituto 2030, AL 427 Arquitetos/Espaço Urbano RP, OPI (Organismo Parque Itaú), Transition Town Ribeirão Preto, Associação dos Microempresários, Caraminhola e Grupo Mulheres do Brasil. Também participaram do lançamento representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, como a secretária Sônia Valle Walter Borges de Oliveira, e da Secretaria de Saúde.

O vereador Nelson das Placas, vice-presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Câmara também participou da reunião pública. O vereador Paulinho Pereira, membro da Comissão, foi representado pela assessora Ana Paula Ramos de Pádua.

“Percebemos que muitas barreiras enfrentadas pelas organizações são as mesmas sendo que já existem soluções inovadoras e comprovadas. Através do Programa Ribeirão -3° graus, teremos um processo mais fácil e eficiente para que mais pessoas e organizações possam fazer parte”, ressaltou a arquiteta, urbanista e assessora Carla Roxo.

Para Marcos Papa, a distribuição arbórea em Ribeirão Preto é muito ruim. “Temos três pulmões verdes importantes, que é a Mata de Santa Tereza, a USP e o Morro do São Bento, mas temos regiões da cidade com pouquíssimas árvores, como as regiões Centrais e Oeste, o que é muito preocupante e precisa ser revisto”, destacou.

A próxima etapa é, junto com as organizações que aderirem ao programa, identificar as barreiras e as soluções existentes. Até o mês de agosto devem ser feitas a coleta e a compilação dos dados para posteriormente escalar, replicar e coordenar as soluções.

O programa “Ribeirão -3° C” deve contar com uma plataforma online que detalhará o cronograma e as ações que serão realizadas ao longo dos próximos 10 anos.

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