Presidente da Comissão de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Mobilidade Urbana da Câmara de Ribeirão Preto, o vereador Marcos Papa (Cidadania) atacou a Prefeitura pela suspensão da coleta seletiva e cobrou a retomada do serviço imediatamente.

Em requerimento aprovado na Câmara, no dia 14 de outubro, Papa lamentou que a coleta em Ribeirão sempre esteve muito abaixo do mínimo ideal, não chegando a 1%. O vereador ressaltou que a existência de uma única Cooperativa, a Mãos Dadas, e enfatizou que a suspensão do contrato prejudica e sobrecarrega a logística de pequenas cooperativas.

Ainda no documento, Papa enfatizou que uma cidade do porte de Ribeirão Preto deveria estar capitaneando boas práticas e dando o exemplo com boas políticas e soluções para que a maior parte dos resíduos coletados fossem tratados devidamente, e que cidades, como Orlândia, na nossa região tratam mais de 90% dos resíduos gerados.

Quais motivos levaram o contrato de coleta reciclável com a terceirizada à suspensão, rescisão e resilição? O que de fato ocorreu com essa prestação de serviço?, questionou. Papa ainda emendou: “Quais medidas serão tomadas para que o serviço seja restabelecido em nossa cidade, e mais, para que seja uma prestação adequada à realidade municipal para que possamos ser exemplo em nossa região?”.

Em entrevista ao apresentador Antônio Carlos Morandini, no Programa Larga Brasa, Papa detonou a Administração pelo que classificou de “incapacidade” para organizar um bom serviço de coleta seletiva. “Infelizmente, Ribeirão ainda tem que lidar com questões rudimentares, como essa. Um governo que está indo para o sexto ano de gestão é incapaz, inclusive, de fornecer um engenheiro para terminar o galpão da Mãos Dadas, para que a cooperativa atue num espaço maior e amplie sua capacidade de processar recicláveis e contratar catadores, que eu chamo de agentes socioambientais, pois geram a própria renda, poupam o dinheiro da Prefeitura e ainda protegem o meio ambiente”, frisou.