É deplorável e inaceitável a situação dos parques, principalmente nas regiões mais carentes, onde os moradores sofrem com a falta de áreas verdes e espaços públicos para convívio. A Prefeitura precisa buscar soluções para reverter esse abandono na cidade inteira e não apenas na zona Sul e região Central”.

A declaração é do vereador Marcos Papa (Rede), que nos últimos meses percorreu os parques de Ribeirão Preto e questionou a Prefeitura sobre a situação de cada um deles. A maioria das respostas, segundo o parlamentar, “deixa a desejar pela falta de prazos”.

“A administração precisa ter mais pulso firme para cobrar empresas parceiras e principalmente às que devem compensações ambientais ao município. Abertos e bem cuidados, os parques ajudam na qualidade de vida da população, enquanto que fechados e abandonados, além de um pecado ambiental, servem para esconderijo de bandidos e proliferação de insetos, ou seja, oferecem risco à saúde pública”, frisou Papa.

Parque Roberto de Mello Genaro

Fechado em meados de 2013, depois de o vereador Marcos Papa denunciar que o deslizamento de rochas do paredão basáltico representava risco à vida dos usuários, o Parque Roberto de Mello Genaro, localizado no Jardim Sumaré, nunca mais abriu.

Passados seis anos, o Parque Genaro segue abandonado, vandalizado, invadido e oferecendo risco à saúde dos moradores do entorno. A queda de parte do alambrado e do calçamento, em 2017, resultou em obras emergenciais de contenção, mas o Parque segue fechado e tomado por mato alto, apesar de receber manutenção periódica da Coordenadoria de Limpeza Urbana.

Parque Ecológico Ângelo Rinaldi – Horto Municipal

Localizado às margens do Anel Viário Sul, o Parque Ecológico Ângelo Rinaldi, conhecido como Horto Municipal, foi abandonado, invadido e destruído, apresentando atualmente lixão a céu aberto e esgoto em curso d’água.

Em outubro do ano passado, a Prefeitura firmou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público para recuperação, preservação e conservação do Parque Ecológico. Porém, passados oito meses o abandono continua.    

Parque Ecológico e Social Rubem Cione

Localizado na zona Oeste de Ribeirão Preto, nas proximidades dos bairros Paiva e Paulo Gomes Romeu, o Parque Ecológico e Social Rubem Cione virou depósito de lixo. Em resposta a um requerimento de Marcos Papa, datada de outubro do ano passado, a Coordenadoria de Limpeza Urbana destacou que o local conta com portal de acesso e quadra poliesportiva, mas que não há previsão de urbanização.

O parque recebe o serviço de roçada, de acordo com cronograma da Divisão de Resíduos Verdes. Ainda segundo a resposta, 40 metros cúbicos de massa verde, entulho, trecos, inservíveis, resíduos orgânicos e seletivo foram retirados do local por meio do Programa “Passa a Limpo Ribeirão”.

Parque Linear Retiro Saudoso

A implantação do Parque Linear Retiro Saudoso está sendo viabilizada por meio de compensações ambientais. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, a implantação ocorrerá em três fases tendo sido concluída a primeira até agora com os termos de estudos ambientais e urbanísticos, anteprojeto e projeto executivo de implantação, projeto de luminotécnico, projeto de elétrica, projeto arquitetônico executivo do mobiliário.

Parque Ecológico Guarani

Localizado no entorno da Lagoa do Saibro, o Parque Ecológico Guarani foi entregue à população em dezembro do ano passado depois de anos de abandono e reivindicações. A urbanização do local, que inclui calçada, mobiliário, arborização e gradil, foi viabilizada com recursos federais.

Parque Municipal do Morro de São Bento

Situado ao lado do Bosque Zoológico Fábio Barreto, o Parque Municipal do Morro de São Bento recebe serviços de manutenção, varrição, roçada e limpeza dos funcionários do Bosque e da Coordenadoria de Limpeza Urbana.

Parque Linear Córrego Seco

Localizado no bairro Heitor Rigon, o Parque Linear Córrego Seco resume-se a uma área de mata ciliar que tem sido usada de depósito de entulho. Em resposta a uma indicação de Marcos Papa para que haja a retomada da instalação de um Parque, a Prefeitura apresentou apenas um estudo técnico de 2013 com diagnóstico de fatores urbanísticos-ambientais.