A Prefeita Darcy Vera decretou a restrição da entrada de profissionais da imprensa nas unidades de Saúde, alegando que os pacientes precisam de privacidade, respeito e organização. Na mesma oportunidade, decretou a proibição do uso do aplicativo Whatsapp por funcionários. O vereador Marcos Papa apresentou um decreto legislativo para anular o ato da prefeita. Com pedido de urgência, o documento foi aprovado pela Câmara na sessão ordinária de quinta-feira, 03/03/16. NA sexta-feira, a Prefeita revogou seu ato.

Para Papa, a medida poderia até parecer primar pela proteção dos pacientes e de eficiência no atendimento, mas carregava as sombras perversas da censura e da prevaricação. (Acesse o documento: Marcos Papa – Projeto de Decreto Legislativo para sustar vedação de comunicação em unidades de saúde)

Sobre a restrição do acesso da imprensa, Papa defendeu a liberdade responsável. “Os órgãos de imprensa conhecem seus limites legais e bem sabem que se não respeitarem os cidadãos, podem ser punidos pela lei. É óbvio que o paciente precisa de proteção, mas isso não se garante com a limitação do acesso da imprensa em unidades que não estão funcionando como deveriam! Pelo contrário, o jornalista tem que ter acesso às unidades, justamente para poder denunciar os mal feitos e divulgar os acertos, ajudando dessa forma na melhoria dos serviços públicos”, declarou.

Paralelamente, ao retomar suas visitas às Unidades de Saúde, após longo tempo de pleno abandono, a Prefeita tem tentado vender a imagem de que faz parte da população, jogando a responsabilidade dos problemas para os funcionários (aparentemente se esquecendo que ela é a gestora da cidade!). Para Papa, a proibição do uso do WhatsApp é contraproducente. “A função do supervisor existe para não deixar que abusos aconteçam. Claro que o profissional que usa o celular para bate-papo ou joguinho no horário de trabalho tem que ser punido, mas a prefeita não pode generalizar e lidar com os servidores como se fossem um bando de irresponsáveis. Hoje, o aplicativo é uma forma dos funcionários se comunicarem quase que gratuitamente com suas famílias. Não se pode privar quem faz longas jornadas de trabalho em uma situação estressante de crise, desse tipo de ferramenta”.